Tecnologias fazem a diferença na produtividade da compactação

Tecnologias fazem a diferença na produtividade da compactação

Fabricantes de equipamentos de compactação estão incorporando novas tecnologias em seus produtos, como sistemas de controle de compactação por GPS, controle automático do fluxo da água e automação para monitoramento da operação. Desenvolvidos para agregar produtividade e qualidade à compactação de asfalto e de solo, esses recursos foram discutidos num workshoprealizado no mês de abril pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

As tecnologias não param de avançar na compactação de asfalto. Juliano Silva, gerente de produto da Volvo Construction Equipment, destaca sistemas de mapeamento de passadas, monitoramento de temperatura e medição de densidade. “Esses dois primeiros já estão em uso no mercado, mas esse último é recente”, esclarece.

Para a aferição estimada da densidade, a tecnologia tem como base a RNA – Rede Neural Artificial, que são algoritmos inspirados na arquitetura do cérebro humano. “Isso significa que ela simula o aprendizado cerebral, por meio de repetições. Assim, quanto mais informações, há um refinamento do processo”, afirma Silva. O sistema processa os dados das tolerâncias do projeto com os coletados para estimar a densidade relativa em percentual. “Se quer garantir 97% de compactação, atingindo 98,5% terá essa garantia”.

Segundo Silva, o uso das três tecnologias citadas em conjunto trazem muitos benefícios para usuários de rolos compactadores Tandem como maior durabilidade no pavimento asfáltico, redução de custo operacional e maior velocidade na operação.

APLICATIVOS PARA CALCULAR TEMPO DE TRABALHO E AMPLITUDE

Paulo Roese, representante da Caterpillar para o mercado de pavimentação, informa que a Caterpillar tem um aplicativo para calcular o tempo máximo para se fazer trabalhos de forma eficiente. Esse tempo é calculado por meio de variáveis, como condições ambientais, especificação da mistura asfáltica, temperatura de entrega do material e a base de aplicação do asfalto.

Outro aplicativo calcula a amplitude da compactação, por meio da inserção de dados como temperatura, tipo da mistura, formato e tamanho do agregado, entre outros dados. Adicionalmente, ele apresenta os equipamentos mais adequados para a utilização em projetos específicos.

Com relação aos custos operacionais, Roese enfatiza que o custo da compactação é menor que o de agregados e asfalto. Para obter uma melhor eficiência na compactação existe uma sequência ideal, que se inicia com a vibroacabora obtendo o máximo de densidade. Em seguida, para a compactação intermediária é utilizado um compactador tandem vibratório, em que a velocidade será determinada pela velocidade da vibroacabadora, e depois, é utilizado o rolo de pneus para selar a capa asfáltica.

“Com isso, há um menor risco de danificar a camada”, explica. Na compactação final é usado o rolo tandem no modo estático para remoção de todas as marcas.

Juliano Gewehr, especialista de produto e engenharia de aplicação da Ciber Equipamentos Rodoviários, informa que utilizar rolos combinados é ideal para obras de menor porte, pavimentação urbana e em alguns trechos com buracos ou necessidade de reparação. “Não adianta apenas jogar o asfalto em um buraco, porque existem fissuras próximas a ele, que se forem deixadas como estão, provocam um novo buraco. Assim, o correto é fazer a compactação e pavimentação localizada”, defende.

Ele avalia que as mesas compactadoras de alto desempenho permitem alcançar até 95% de grau de compactação. Isso aumenta produtividade e reduz as passadas dos compactadores. “Mas, a mesa não substitui o rolo”, analisa.

COMPACTAÇÃO DE SOLO MELHORA AS PROPRIEDADES DO TERRENO

A compactação aumenta a estabilidade e homogeneidade do solo para eliminar água e porosidade, reduzir sua permeabilidade e aumentar sua resistência à deformação. “Resumindo, melhora as propriedades do terreno”, enfatizou Marcelo Prado Ritter, coordenador de vendas e marketing do Grupo Ammann. “Os rolos compactadores devem ser aplicados de acordo com o solo, ou seja, rolo liso é indicado para rochas, pedras, cascalho e areia; rolo de pneus para pedras, cascalho e areia; e rolos pata de carneiro para cascalho, areia, slite e argila”, diz.

Carlos Eduardo dos Santos, gerente de produto da Atlas Copco, explica que é preciso levar em conta algumas variáveis antes de definir a utilização dos compactadores, como tipo do solo, espessura da camada, grau da compactação e comprimento do trecho, além da largura do rolo compactador e o tempo de execução ou velocidade do rolo. O resultado é o metro cúbico compactado.

Ele cita o exemplo de um compactador autopropelido que, ao diminuir o número de passadas de doze para oito, conseguiu aumentar em 50% os ganhos de produtividade e rentabilidade. “Para isso, foram consideradas as variáveis relativas ao efeito de compactação, como peso do módulo dianteiro, força centrífuga, geometria e disposição das patas e frequência e amplitude”, explica Carlos. “Não há fórmula para uma perfeita combinação entre essas variáveis. Cada fabricante realiza seus testes relativos à frequência e amplitude para encontrar a melhor combinação entre elas”, diz.

AUMENTAR A PRODUTIVIDADE EXIGE ATENÇÃO

Rodrigo Pereira, gerente de Negócios e Produto da Bomag Marini, fala sobre compactação de resíduos sólidos, que inclui aproveitamento dos espaços e redução de desmoronamentos, do risco de incêndio, das pragas e da dispersão de lixo no ambiente com a ação do vento. “As principais influências na compactação de resíduos são peso operacional, projeto das rodas, tipo e condição do resíduo e técnica operacional”, destaca.

Para ele, compactadores de resíduos são ideais para uso em aterros sanitários porque obtém bom resultado na compactação se comparado ao trator de esteiras. “A pressão específica no solo pelo trator é muito baixa, de cerca de 7 N/cm², tendo um efeito de compactação pequeno. Já o compactador tem uma pressão de aproximadamente 240 N/cm², com resultados positivos também na  trituração de resíduos, na capacidade de penetração e no efeito de amasssamento”, compara. No entanto, ele observa que há aplicações em que o uso de compactadores não é recomendado como em operação tipo tombamento, porque existe uma baixa densidade de resíduos.

COMPACTAÇÃO REQUER EQUIPAMENTOS APROPRIADOS

Luiz Barreto, gerente de desenvolvimento de negócios para América Latina da XCMG Brasil, alerta que cerca de 16% dos acidentes em rodovias são decorrentes de uma má compactação. De acordo com ele, os sistemas de telemetria geram benefícios como identificação de falhas nos equipamentos. Eles apresentam soluções, avisos de revisões, gerenciamento do motor, dados do equipamento, históricos de trabalho, além de comunicação entre fabricante, usuário e operador.

“Sistemas inteligentes de suporte ao usuário do equipamento possibilitam que seja elaborado um roteiro de compactação, com os locais que já foram concluídos e as necessidades de trabalho, e emitir um relatório de performance de compactação, com informações sobre número de passadas, velocidade de operação e horas trabalhadas”, explica Barreto.

Fonte: Portal dos Equipamentos.

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