Sindileq-MG discute reabertura do comércio de BH em reunião com a Câmara Municipal

Sindileq-MG discute reabertura do comércio de BH em reunião com a Câmara Municipal

O líder de governo na CMBH, vereador Léo Burguês (PSL), autoridades públicas, sindicatos e associações representativas do comércio debatem retorno das atividades na capital.

O Sindileq-MG juntamente com outras entidades ligadas ao comércio da Capital, se reuniram ontem, quarta-feira (29), para avaliar e planejar a reabertura gradual e segura dos setores que tiveram as atividades suspensas em decorrência das medidas tomadas para enfrentar a epidemia causada pelo coronavírus (COVID-19). Entre as solicitações apresentadas pelos presentes está uma data para retomada das atividades para que seja possível um direcionamento e planejamento por parte dos empresários. A falta dessa programação foi uma das maiores críticas durante o debate.

O gestor executivo do Sindileq-MG, Allan Rodrigues, pontua a preocupação com a situação atual de mais de 2000 empresas de locação de máquinas, equipamentos e ferramentas no estado de Minas Gerais que o sindicato representa.  Apesar das locadoras não terem fechado em nenhum momento em BH, o Sindileq-MG requereu, através do Vereador Léo Burguês, uma confirmação formal de permissão de funcionamento, garantindo que haja segurança para a classe. Veja documento completo.

O gestor executivo do Sindileq-MG, defendeu que “grande parte das locadoras atendem construtoras e obras trabalhando em sistema de delivery de equipamentos, não tendo um perfil de aglomeração de pessoas. E as locadoras que atendem pessoas físicas, de porta aberta para a rua, estão sobre a orientação da prefeitura de Belo Horizonte e sobre a orientação do Sindileq-MG para cumprir todos os protocolos de segurança e todas as medidas de higiene e proteção no intuito de evitar a proliferação do Coronavírus. Foi alegado ainda que ”muitos locadores fornecem equipamentos para hospitais, clinicas, empresas da área da saúde, como geradores de energia que são vitais no caso de uma medida de contigenciamento.”

Entre as solicitações apresentadas pelos presentes está uma data para retomada das atividades para que seja possível um direcionamento e planejamento por parte dos empresários. A falta dessa programação foi uma das maiores críticas durante o debate.

O Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte apresentou também uma proposta para a reabertura dos comércios e serviços na capital. Ao esclarecer os horários, Nadim Donato, presidente do Sindilojas-BH, disse que avaliou dois pilares para a construção do texto: a saúde e higiene de todos os envolvidos. A abertura gradual foi pensada também para que não sobrecarregue o transporte coletivo da cidade.

O secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, após a apresentação do plano, disse que, em termos de saúde, não há segurança alguma no momento para essa retomada das atividades. “Podemos programar uma abertura gradual. Abrir agora é tiro no pé. Sair atrás agora é um sinal de responsabilidade. As cidades que abriram em volta e não têm estrutura médica estão confiando que Belo Horizonte vai ter essa estrutura. Há uma irresponsabilidade dos prefeitos. BH não vai dar conta. Não abriremos por pressão, abriremos porque, tecnicamente, determinada atividade pode ser aberta. Não é só para aquelas pessoas, é para toda a sociedade”, disse.

Já o secretário de Planejamento de Belo Horizonte, André Reis, antes da proposta, disse que o cenário atual propõe pouca garantia para a reabertura e falou que, se acontecer, muito provavelmente será de forma intermitente. “É importante dizer que qualquer processo vai ser muito difícil que não tenha idas e vindas. Por isso falamos de ser um processo intermitente. Quando abrir, vai ter mais infecções, vai ter mais leitos ocupados, teremos de dar um passo atrás, parar um pouco. É muito difícil que a gente consiga fazer uma abertura em progresso. O provável é que seja intermitente, na hora que subir a ocupação de leitos, vai retornar (ao fechamento), se tudo der certo, consegue fechar com uma ocupação razoável”, disse o secretário.

A MP do governo federal nos deu apenas 30 dias de suspensão dos contratos. Se abrir e fechar, você vai estar pagando para o funcionário ficar em casa, vamos ter de discutir isso”, ponderou Donato.

A suspensão do pagamento do IPTU também foi solicitada, já que parte das lojas não está aberta e, consequentemente, não consegue angariar recursos para o pagamento de impostos.

Veja o requerimento do Sindileq-MG que  solicita a permissão de funcionamento sem alteração das locadoras representadas.

Confira também a proposta completa para a reabertura dos comércios e serviços na capital.

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TABELA DE VALORES DE REFERÊNCIA DE LOCAÇÃO COM CORREÇÕES PONTUAIShttps://sindileq.org.br/wp-content/uploads/2020/12/SUGESTAO-DE-PRECOS-BASE-DEZ2020.pdf