Saiba como homologar seus equipamentos no varejo da locação

Saiba como homologar seus equipamentos no varejo da locação

Homologar produtos em uma grande locadora é objetivo comum entre fabricantes de equipamentos. Quando o assunto é entrar em uma rede como a Casa do Construtor, que padroniza marcas homologadas a todas as unidades franquiadas, o interesse pode triplicar. A rede possui nada menos que 235 lojas espalhadas por todo o Brasil, sendo 116 só em São Paulo, 30 unidades previstas para serem franquiadas ainda em 2016 e previsão de investir R$ 35 milhões esse ano em compra de equipamentos.

A empresa é hoje a maior franquia de locação de equipamentos para construção no Brasil e criou procedimentos específicos para regrar a entrada de fornecedores interessados em vender produtos na rede, adotando padrões que vão desde fase de testes, credenciamento de fornecimento, até a chancela de um selo de qualidade.

Expedito Eloel Arena, sócio fundador da rede, explica que para entrarem e serem testados na Casa do Construtor, os equipamentos devem ser novidade no mercado ou incorporar vantagem tecnológica competitiva para as lojas da rede. Além disso, é necessário atender a normas de segurança vigentes, apresentar o melhor custo/ benefício, ter tradição no mercado nacional ou internacional com estrutura de atendimento, treinamentos, não necessitar de projeto de instalação, entre outros aspectos.

“As peças de reposição precisam ter o melhor preço e disponibilidade do mercado. Inclusive empresas precisam disponibilizar um software que facilite a compra das peças. Optamos por equipamentos com peças intercambiáveis, ou seja, aquelas que não mudam quando o produto é relançado em versões mais modernas”, estabelece Expedito.

Essa primeira fase de testes dura seis meses e quando há interesse no produto, a central de compras da Casa do Construtor solicita que o fornecedor o encaminhe a uma ou mais lojas para avaliação.

FASES DE CREDENCIAMENTO E SELO DE QUALIFICAÇÃO

Com a aprovação do produto nessa primeira fase de testes, será elaborado um manual de aplicação, manutenção e segurança. “A partir desse documento o produto estará liberado para compra pela rede. Contudo, a central de compras recomenda que somente lojas com capacidade técnica e financeira o adquiram, sempre em pequenos volumes”, diz ele, esclarecendo que isso é necessário porque o equipamento continuará num período de aprovação por dois anos.

“Equipamentos considerados credenciados possuem um histórico de fornecimento, com mais de dois anos na rede, fase em que o fornecedor se torna parceiro no negócio e mantém estabilidade comercial dentro dos padrões estabelecidos pela Casa do Construtor”, ressalta Expedito.

Após essa fase, poderão participar do selo de qualificação de produto, que possibilita ao equipamento ser escolhido para participar do kit inicial de novas lojas, com destaque nas condições de compra. “Possuímos 122 tipos de produtos na rede, mas apenas 30 possuem esse selo. Os equipamentos precisam ter cumprido etapas anteriores, estar presentes em pelo menos 30% das lojas com mais de dois anos de rede, obter votação de conformidade em 50% das lojas votantes, além de uma série de exigências”, explica Expedito.

TREINAMENTOS E MANUTENÇÃO

Na Casa do Construtor, os equipamentos são revisados e consertados pelos próprios franquiados, sem depender de assistência técnica. Para capacitar a rede nos serviços de assistência técnica, são ministradas algumas modalidades de treinamento – na universidade corporativa, em que a empresa dissemina conhecimento e capacitação profissional aos mecânicos franqueados; cursos nas fábricas dos fornecedores, em que mecânicos podem conhecer alguns procedimentos industriais; treinamentos regionalizados, em que integrantes das fábricas vão até franqueados; e cursos sobre algumas linhas de produtos ministrados na universidade corporativa.

“Uma dos grandes desafios para as empresas homologarem seus produtos com a Casa do Construtor é a dificuldade de cobertura eficiente em todas as regiões brasileiras. O país é grande e o fornecedor precisa estar bem estruturado para dar a atenção necessária às empresas de locação, que precisam de disponibilidade”, alerta Expedito.

Além disso, quase a totalidade dos equipamentos hoje no Brasil é importada, com preços sujeitos à flutuação cambial, e isso dificulta a parceria. Expedito conta que, para cada produto, gostaria de ter três ou quatro fornecedores, mas nem todos possuem condições de ser credenciados.

A simplicidade eletrônica é um dos itens enfatizados para a homologação dos equipamentos, principalmente porque o cliente da Casa do Construtor não pode depender de acompanhamento profissional de engenheiro para utilizá-los na obra. “Praticamente todos os nossos equipamentos são de fácil manuseio e funcionamento, sem tecnologias muito sofisticadas que podem dificultar o uso”, conclui Expedito.

Fonte: Portal dos Equipamentos.

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BASE SETEMBRO/2020 - VALORES DE REFERÊNCIA PARA LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOShttps://sindileq.org.br/wp-content/uploads/2020/09/SUGESTAO-DE-PRECOS-BASE-SET2020.pdf