Rompedores hidráulicos substituem dinamite em demolições

Rompedores hidráulicos são protagonistas em trabalhos de demolição mecanizada e desmonte de rocha a frio. Hoje esses equipamentos substituem o uso de explosivos em demolições urbanas – basta içar uma escavadeira compacta portando rompedor para o alto de um prédio e demolir todos os andares até o térreo. Dessa forma, os riscos são minimizados e as edificações são desmanchadas por etapas, possibilitando a gestão eficiente do entulho de forma gradativa, e não de uma só vez, como acontece em implosões.

Os especialistas explicam que a eficiência de um rompedor é avaliada pela frequência e força de impacto, combinação ideal para todas as condições de trabalho. Nas atividades de desmonte de rocha a frio é necessário maior força de impacto e menor frequência, porque as rochas quebram com a força dos golpes. Já em obras de construção civil é diferente, o concreto precisa de constância de batidas para ser rompido.

DIMENSIONAMENTO CORRETO

Roberto Fonseca, gerente comercial da Machbert, orienta que o porte dos rompedores deve ser escolhido conforme algumas características do trabalho, como material a ser rompido, prazo de execução e escavadeira ou retroescavadeira disponível para portá-los. “Como em qualquer obra, é necessário conhecer as reais características da atividade para dimensionar os equipamentos”, explica Fonseca. Isso significa que, se o prestador de serviço já dispuser de um equipamento para o uso de rompedor hidráulico, é preciso saber o porte (peso) para definir o modelo do rompedor a ser instalado.

Não adianta utilizar um rompedor hidráulico de peso maior que o suportado pela máquina portadora. Esse equipamento não deve pesar mais do que 10% do peso da máquina, caso contrário, pode interferir na estabilidade da retroescavadeira ou da escavadeira e causar tombamento.

Peso do rompedor Peso do equipamento portador
120 kg 800 kg a 2,5 t
330 kg 4,5 a 8,0 t
900 kg 10 a 15 t
1450 kg 16 a 22 t
1800 kg 22 a 26 t
2400 kg 26 a 36 t
3300 kg 34 a 50 t

Fonte: Maxter Máquinas

“Se um rompedor pequeno for aplicado em uma escavadeira de grande porte, ele será subaproveitado, terá baixa produtividade e poderá sofrer uma depreciação acelerada por não condizer com a força de trabalho da máquina. Já se o rompedor for grande e incompatível com uma escavadeira de menor porte, terá baixo desempenho e implicará em alto desgaste da escavadeira”, esclarece Fonseca, salientando que rompedores sem tecnologia podem apressar a depreciação do equipamento, além de causar vibração e dissipação de energia pela articulação mecânica.

Fábio Ieto, engenheiro mecânico da Maxter Máquinas, orienta que um rompedor hidráulico deve ser escolhido de acordo com a necessidade do usuário. “Além do peso, precisam ser considerados a energia, o diâmetro do ponteiro, a regulagem da máquina, as despesas com manutenção e o custo/ benefício”, informa Ieto.

PONTEIROS ADEQUADOS PARA CADA OPERAÇÃO

O tipo de ponteiro dos rompedores, segundo Ieto, é definido conforme o tipo de aplicação. “Ponta cônica é utilizada em rompimento de concreto, rocha e asfalto; ponta piramidal é aplicada para romper cimento, rocha e asfalto. Já os ponteiros H e V normalmente são utilizados em exploração de minas, abertura de fundações, valas, demolição, acabamentos em declives; e, por fim, o ponteiro liso serve para exploração de minas, rompimentos de grande porte edemolição”, elenca Ieto.

Para Roberto Fonseca, a má utilização de um rompedor hidráulico ocorre quando ele é empregado como alavanca durante ou após a quebra da rocha. “Usá-lo dessa forma implica no desgaste prematuro das buchas internas, numa possível quebra do ponteiro e até mesmo em danos em pistão e vedações, gerando custos altos de manutenção”, explica.

SOLUÇÃO PARA QUEBRAR MATACOS

Os rompedores hidráulicos são fortes aliados para quebrar matacos que surgem em meio a escavações e movimentação de material nas obras de fundações. Segundo José Antônio Spinassé, diretor da Luna Transporte e Locações, essas ocorrências às vezes são solucionadas com explosivos, o chamado ‘fogacho’, quando o mataco é perfurado para inserção da dinamite, operação mais cara e arriscada. “A explosão impossibilita o controle sobre o espalhamento do material”, reforça ele.

“A interferência de matacos depende da região onde se escava. Há locais de geologia rochosa que precisam passar por um processo de sondagem geotécnica bem eficiente antes do início das escavações, para evitar custos operacionais extras com desmontes de rocha não previstos em contrato”, diz Spinassé. Nos contratos triviais de escavação e movimentação de material, o preço pago pelo volume cúbico não inclui os custos para quebra ou desmonte de rocha. Se houver interferência de matacos, é necessário fazer um aditivo contratual.

COLABORAÇÃO TÉCNICA:

José Antônio Spinassé, diretor da Luna Transporte e Locações;

Fábio Ieto, engenheiro mecânico da Maxter Máquinas;

Roberto Fonseca, gerente comercial da Machbert.

Fonte: Portal dos Equipamentos

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