Ritmo de obras de pavimentação depende da escolha correta dos equipamentos

Ritmo de obras de pavimentação depende da escolha correta dos equipamentos

Saber escolher os equipamentos adequados ao ritmo de produção e às características de cada projeto é um dos principais fatores de sucesso em obras de pavimentação. Além do dimensionamento do número de máquinas adequado para as frentes de serviço, deve-se estar atento à potência operacional e à função de cada equipamento no fluxo de trabalho, para evitar que eventuais falhas comprometam o andamento da obra.

A execução da estrutura do pavimento começa pelo preparo do subleito. “A sub-base tem espessura definida em projeto e, em geral, é feita com material importado de jazidas ou áreas de empréstimo. O caminhão basculante faz o lançamento desse material em forma de leiras ou montes espaçados ao longo do trecho da obra. A motoniveladora espalha esse material pela superfície, deixando uma camada uniforme. Em seguida, é feita a correção no nível de umidade”, explica Fernando Augusto Júnior, diretor da Associação Brasileira de Pavimentação (ABPv).

A motoniveladora entra novamente para fazer a regularização da camada e prepara a superfície para o trabalho dos rolos compactadores – que podem ter tambor de patas de carneiro ou liso vibratório, dependendo das características do solo. Quando a compactação atinge o valor estabelecido em projeto, a motoniveladora retorna para fazer o acabamento da superfície, deixando-a com a declividade transversal especificada.

PREPARO DA BASE

Fernando explica que vários tipos de base podem compor uma obra de pavimentação, cada uma com sistemas e procedimentos operacionais apropriados. A base de brita graduada, por exemplo, é processada em usinas de britagem até os agregados atingirem a faixa granulométrica definida no projeto, bem como o teor de umidade ótimo do material.

“Transportado em caminhões basculantes e descarregado diretamente na vibroacabadora, o material é espalhado de modo que após a compactação consiga atingir a espessura pré-estabelecida. Se houver emprego de motoniveladora nessa camada, é preciso cuidado para não gerar segregação de graúdos”, previne Fernando.

A compactação é feita novamente com rolo de patas de carneiro ou liso vibratório e, depois, aplica-se sobre a superfície uma camada de pintura impermeabilizante com asfalto diluído numa taxa que varia de 0,8 l/m² a 1,2 l/m². “A taxa adequada do produto deve ser estabelecida na pista”, explica o engenheiro.

REVESTIMENTO DE ASFALTO

A usina de asfalto, por exemplo, define a cadência das frentes de trabalho nessa etapa da obra, fornecendo de 80 t/h a 140 t/h de mistura asfáltica, que deve ser aplicada no máximo até 2 horas após ser usinada. Isso requer agilidade e sincronismo entre os caminhões basculantes, vibroacabadoras ou pavimentadoras e rolos compactadores que trabalham na pista.

“A vibroacabadora não pode fazer paradas para esperar o caminhão abastecê-la com a mistura asfáltica, sob o risco de causar defeitos na pista”, alerta o diretor da ABPv. Nesse processo, é a vibroacabadora que define o avanço do trabalho, por isso o operador precisa estabelecer uma velocidade adequada à quantidade de caminhões que transportam o material aplicado.

“A vibroacabadora de asfalto deve ser compatível com o tamanho da obra e dimensionada pela largura da pista, além de trabalhar com o rolo compactador de pneus o mais próximo possível. Quanto mais perto, melhor será o aproveitamento da temperatura da mistura asfáltica, alcançando um grau de compactação adequado na camada”, observa Fernando.

O serviço de rastelagem deve ser evitado ao máximo e, quando necessário, deve ser descartado o material graúdo, que nunca pode ser lançado à frente da vibroacabadora, nem sobre a superfície a ser compactada. Segundo Fernando, o material graúdo fica na superfície e dá um aspecto de segregação.

O serviço é completado com mais algumas passadas de rolo compactador. “Geralmente, são dez passadas com rolo compactador pneumático e duas passadas com rolo compactador tandem liso, para acabamento de superfície, mas essa quantidade pode oscilar dependendo das peculiaridades da obra”, arremata.

ASPECTOS IMPORTANTES DA PAVIMENTAÇÃO

  • Elaborar um projeto com todas as especificações da obra, dimensionamento do pavimento e dos equipamentos;
  • Realizar o estudo dos materiais utilizados na produção da massa asfáltica. Fernando, da ABPv, indica o cimento asfáltico de petróleo CAP 30/45 para climas quentes e tráfego pesado;
  • Produzir a mistura asfáltica conforme a temperatura de usinagem adequada aos produtos utilizados, que não deve ultrapassar 177°C;
  • Garantir que o teor de CAP presente na mistura asfáltica atenda aos limites estabelecidos na dosagem;
  • Utilizar a mistura asfáltica até 2 horas após ser produzida na usina. Caso não seja possível, é indicado o emprego de aditivos para misturas mornas.

Fonte: Portal dos Equipamentos

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