Peneiramento de agregados: linha de equipamentos dita produção

Peneiramento de agregados: linha de equipamentos dita produção

O peneiramento de agregados na mineração depende da eficiência dos equipamentos aliada a uma planta de britagem bem dimensionada, conforme as necessidades de produção. De acordo com especialistas, é preciso compor um conjunto equilibrado de equipamentos, em que normalmente a malha da peneira seja equivalente ao P80 do britador e gere um retorno de apenas 20% de material.

Empresas fabricantes dos equipamentos são indicadas para fornecer as configurações corretas para cada planta, baseadas nas necessidades de produção dos clientes. “Informamos a produtividade em toneladas/ mês, para calcular a quantidade de material beneficiado por hora, tendo como parâmetro o tipo, a quantidade e o tempo”, explica o engenheiro de minas da Embu S. A., Renato Iwamoto Ferreira.

Na unidade de Mogi das Cruzes (SP) da Embu, duas plantas trabalham na produção de agregados de granito para construção civil. A B1 tem capacidade para 300 toneladas por hora de produto acabado, conta com 9 peneiras, sendo três em série para os produtos finos, e faz uso de três britadores de mandíbula, dois cônicos e um de impacto. A B2 produz 600 toneladas por hora, com um britador de mandíbula, três cônicos e três peneiras. Essa planta tem mais capacidade de produção e utiliza equipamentos de maior porte, agregando mais qualidade para venda à concreteiras e fábrica de pré moldados.

Segundo Thiago Bragone Pastrolin, engenheiro de suporte ao produto da BMC, distribuidora das peneiras Terex Finlay, para se determinar o dimensionamento correto das peneiras também é preciso considerar fatores como taxa de alimentação, abrasividade e umidade do material, separação desejada e horas de operação durante o ano.

“A configuração da peneira também depende do tipo de rocha, tamanho da entrada do britador, velocidade de processamento, quantidade de produtos finais e granulometria desejada dos agregados”, acrescenta.

MATERIAL DEVE SER ESPALHADO POR TODA A ÁREA DA PENEIRA

Vários fatores são relevantes para manter a produtividade das operações, a começar pela área de peneiramento em relação ao volume de material a ser peneirado. “Equipamentos com maior capacidade de peneiramento são mais produtivos”, explica Renato, da Embu.

Ricardo Maerschner Ogawa, gerente de produto peneiras de mineração da Metso para a América do Sul, informa que há projetos de peneiras que operam de oito a doze horas diárias, cinco dias por semana, e algumas com até 24 horas produtivas, sete dias por semana. A Metso, por exemplo, possui modelos para esse regime de trabalho, em que todos os componentes da peneira – corpo, rolamentos, revestimento, telas, entre outros – são projetados conforme a necessidade de cada mercado.

“Uma peneira 8×20 polegadas, duplo deck, no projeto de construção pesa aproximadamente 12 toneladas, enquanto que para uma peneira para um projeto de mineração, o peso a um equipamento de mesmo tamanho é de 19 toneladas”, compara Ricardo.

Ele informa que as peneiras não podem receber uma taxa de alimentação superior a que foi projetada, porém na prática, é difícil saber o limite mecânico de uma peneira, porque depende da abertura da tela e curva granulométrica a ser aplicada.

“Mecanicamente, o limitante para uma peneira é a altura de camada de material sobre os decks, mas que varia conforme a aplicação. Por exemplo, uma peneira de 8×20 polegadas opera com uma capacidade de 100 toneladas por hora para uma tela com abertura de 2 milímetros, 1000 toneladas por hora para uma tela de abertura de 100 milímetros e mantém altura de camada equivalentes”, explica.

CARACTERÍSTICAS DO MATERIAL SÃO DETERMINANTES NO PENEIRAMENTO

Além da aplicação, flutuações na curva granulométrica de alimentação da peneira são normais. “Usualmente a altura de camada não deve ultrapassar 100 a 150 milímetros, mas depende do projeto do equipamento. Peneiras desaguadoras, por exemplo, são projetadas para operar com 200 a 250 milímetros de camada”, diz o gerente da Metso.

Renato Iwamoto, da Embu, observa que o material de formato lamelar possui mais probabilidade de diminuir a eficiência de peneiramento e acaba retornando mais material, comprometendo a produtividade. “Os britadores de impacto tendem a liberar material com formato mais cúbico, normalmente usado para areia e pedrisco. Mas, embora o britador de mandíbula seja mais produtivo, ele libera material mais lamelar e de maior dimensão”, explica.

Outro fator que merece atenção é a umidade do material selecionado. “Úmidos, eles tendem a deixar partículas nas peneiras, principalmente nas compostas de malhas mais fechadas, dificultando a produção. A escolha das malhas e o nivelamento da peneira permitem um espalhamento mais uniforme, com pleno aproveitamento”, orienta Thiago Bragone, da BMC. A TEREX Finlay desenvolveu decks de tamanhos iguais, para aumentar a área de peneiramento e velocidade de passagem do material.

A produtividade das peneiras também está relacionada à qualidade na separação do material. Todas as variáveis são atreladas a escolha certa do britador, bem como o correto posicionamento das telas e nivelamento do equipamento. “As telas devem estar tensionadas e ajustadas, de forma que o material se espalhe durante o processo de peneiramento. Telas mal tensionadas, mal ajustadas ou equipamento desnivelado concentram o material em um único local, e isso diminui a eficiência de peneiramento”, explica Thiago.

Telas de borracha e de metal são as opções utilizadas nas peneiras. As de metal dispõem de maior área de peneiramento, mas entopem com mais frequência devido à rigidez e, por serem pesadas, têm a manutenção mais difícil. Já as de borracha possuem menor área de peneiramento, mas podem ser limpas com mais facilidade. De acordo com Renato Iwamoto, na Embu as telas de metal são utilizadas em plantas dimensionadas para produzir agregados acima de 20 milímetros. Abaixo disso, só fazem uso das telas de borracha

DICAS PARA UM MELHOR PENEIRAMENTO NA MINERAÇÃO

– Embora a operação de peneiras seja relativamente simples, um desnivelamento faz com que o material não se espalhe uniformemente. Isso diminui a área de peneiramento e a falta de tensão nas telas. Além disso, se o material não for bem distribuído em toda a área, sem homogeneidade, não terá chance de passar nos furos.

– Se o britador for substituído por outro maior e mais produtivo, a peneira também deve ser dimensionada para uma capacidade maior, para escoar a produção do novo britador.
– A escolha do britador adequado depende do tipo de material desejado. Para materiais finos, como pó de pedra, brita 0, 1 e 2, utilize um britador cônico e uma peneira com telas adequadas para esse serviço, com 2 ou 3 decks. Ele permite três ou quatro tipos de agregados respectivamente. Para materiais de maior tamanho, como macadame hidráulico, use um britador primário e peneiras de demanda pesada (peneira de escalpe).

– As peneiras auto propelidas devem seguir uma sequencia para iniciar o processo, devendo por último ligar a correia alimentadora. Durante o peneiramento, o operador precisa ficar atento a ruídos no equipamento e caso esteja efetuando peneiramento de materiais inertes, como entulho, atenção redobrada para que pedaços de vergalhão ou madeiras não danifiquem a esteira de transporte. Isso evita substancialmente as paradas desnecessárias.

– Nunca aumente a rotação e a aceleração da peneira, no intuito de obter ganho de capacidade, sem antes consultar a fabricante. Além da operação do equipamento em uma aceleração que não foi projetada, a peneira é operada perto de uma frequência natural da sua estrutura. Esses procedimentos eventualmente vão gerar trincas.

Fonte: Portal dos Equipamentos.

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