Esmerilhadeira: equipamento multifuncional em evolução

Esmerilhadeira: equipamento multifuncional em evolução

Rebarbadeira, esmeriladora, esmerilhadeira. Estamos falando da mesma ferramenta. Ela é usada para lixar, mas também para dar acabamento a peças de aço. Surgiu nos anos 30, segundo Leonardo Pastre, treinador da Bosch para a América Latina.

“As ferramentas elétricas surgem em decorrência das necessidades das grandes indústrias automotivas e bélicas na Europa, que cresciam a passos largos, porém com processos produtivos antiquados e lentos”, explica Pastre.

“Em 1932, surgiu a primeira parafusadeira elétrica manual com motor interno e, praticamente no mesmo ano, foi lançada a primeira esmerilhadeira da mesma categoria, também com sistema interno de motorização. O surgimento da esmerilhadeira veio da necessidade de dar acabamento e polimento aos moldes prensados de alta qualidade”, completa.

Depois dessa fase, uma grande gama de produtos foi desenvolvida a partir do mesmo processo. No Brasil, a primeira esmerilhadeira Bosch chegou no fim dos anos 50, logo depois que a primeira fábrica da marca foi instalada no país, em 1954.

A principal função dessa ferramenta é o desbaste, ou seja, esmerilhar ou lixar. “O processo de desbaste ou esmerilhamento tem o propósito de dar acabamento a superfícies, especialmente melhorar a qualidade de acabamento delas. No processo de corte, a intenção é separar material, através de um disco abrasivoque fará um corte limpo no metal, cindindo as partes com maior facilidade”, diz o treinador da Bosch.

Outros acessórios podem ser acoplados às esmerilhadeiras, a exemplo das escovas rotativas, usadas para a retirada de ferrugem ou sujeira de materiais, além de discos diamantados para cortes em concreto, pedra, mármore, granito, asfalto, cerâmica e outros. “Para o uso desses discos, recomendamos a utilização de uma capa de proteção adequada”, alerta Pastre.

CONCEITO

Importantes no segmento industrial, as esmerilhadeiras são um dos principais produtos da Bosch, revela Leonardo Pastre. Esse equipamento é indispensável em diversas atividades e tem uma história de evolução. “No passado, ela tinha um histórico de intensa vibração, o que, com seu uso mais constante, poderia causar uma enfermidade chamada de ‘doença dos dedos brancos’ e, em alguns casos, se não tratada, levar à amputação”, relata Pastre. Segundo o treinador, a Bosch foi uma das pioneiras em diminuir a vibração das esmerilhadeiras por meio de um sistema antivibração, nos punhos e na carcaça da ferramenta.

A marca também se diz responsável por vários outros itens de segurança e inovação, como capa de proteção à prova de quebra de disco, sistema KickBack Stop, que protege a ferramenta e o usuário em caso de travamento do disco, proteção de religamento, que resguarda o usuário de acionamentos involuntários, e discos especialmente desenvolvidos para uma melhor e mais fácil retirada do material. “Também cito o interruptor, que desliga a ferramenta quando o usuário solta o gatilho ou a ferramenta, e o sistema soft start, no qual a esmerilhadeira só alcança a sua rotação máxima depois de dois a três segundos ligada”, completa.

Atualmente, a linha de esmerilhadeiras da marca conta com 23 produtos, seja por diâmetro de disco, seja por potência. “A novidade é a linha Generation V, esmerilhadeiras de 4/2 polegadas (diâmetro do disco) que foram melhoradas, com maior potência, durabilidade, vida útil e uma melhor definição de produtos básicos e mais completos, para atender a cada necessidade e faixa de preço”, anuncia Pastre.

ITENS DE SEGURANÇA

Alguns procedimentos são obrigatórios para a segurança do usuário quando este trabalha com uma esmerilhadeira. “Itens como óculos de proteção, luvas de raspa e avental de raspa, camisas de manga longa ou proteção de braços e perneiras. Em alguns casos, ou de acordo com normas de uso definidas por cada empresa, a máscara protetora facial também é indicada”, explica Pastre.

O treinador também alerta para outro cuidado importante: a capa de proteção nunca deve ser retirada durante o uso da esmerilhadeira. “Em locais de difícil acesso, que não comportem a ferramenta, recomendamos uma retífica”, alerta.

Quanto aos discos de rotação, cada um é produzido exclusivamente com diâmetro compatível com os modelos especificados pelo manual da fabricante. Pastre recomenda que não se devem acoplar discos com diâmetros incompatíveis ou menores que aqueles pré-determinados na ficha técnica da esmerilhadeira, pois, com o passar do tempo, eles diminuem ainda mais de tamanho.

Qualquer alteração na ferramenta consiste em perda de garantia, e, pior, pode ocasionar um grave acidente. O técnico recomenda que o manuseio de desbaste seja feito sempre em um ângulo de 35 graus, e o corte, sempre em 90 graus. Segundo Pastre, o manuseio correto impede acidentes e aumenta a durabilidade da ferramenta.

Na opinião do representante da Bosch, nem sempre o preço mais baixo será o mais rentável. “Cada vez mais, usuários finais estão focados em preços iniciais e esquecem que, em médio ou largo prazo, o custo inicial pode ser bem maior que o final. Nossas revendas são sempre treinadas para suprir essas dúvidas e recomendar os melhores produtos para determinadas aplicações”, finaliza.

Fonte: Leonardo Pastre, treinador da Bosch para a América Latina

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

BASE SETEMBRO/2020 - VALORES DE REFERÊNCIA PARA LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOShttps://sindileq.org.br/wp-content/uploads/2020/09/SUGESTAO-DE-PRECOS-BASE-SET2020.pdf