Escolha do equipamento de acesso depende do serviço realizado na fachada

Escolha do equipamento de acesso depende do serviço realizado na fachada

A produtividade nos trabalhos de manutenção ou reforma de fachadas de edifícios é ditada pelo uso de equipamentos de acesso bem dimensionados e com um custo-benefício adequado a cada situação. É preciso levar em conta que um equipamento não substitui o outro, mas se completam conforme as necessidades do trabalho em altura.

Antes de alugar os equipamentos, é necessário fazer uma análise do projeto e elaborar um planejamento de engenharia que considere as soluções disponíveis para cada etapa da construção e as condições de investimento da construtora. É preciso estar atento, ainda, à formalização do processo. De acordo com a NR 18, a montagem de andaimes fachadeiros ou balancins deve ser feita com base em um projeto elaborado por um engenheiro legalmente habilitado, com registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao Crea.

ANDAIMES DE TODO TIPO

Hamilton Abdala, diretor da Andmax Locadora de Equipamentos, esclarece que há modelos de andaimes adequados para atender a necessidades específicas de cada projeto.

O andaime fachadeiro é adequado para situações que requerem ampla frente de trabalho e mobilidade ao longo de uma fachada. Os andaimes industriais e tubulares são geralmente utilizados em serviços de manutenção de pontos específicos e o andaime multidirecional se adapta ao recorte arquitetônico das fachadas, embora ainda não tenha ampla utilização na construção civil em razão dos custos. “São mais utilizados na restauração de fachadas de edifícios antigos, embora uma empresa já tenha trabalhado a uma altura de 130 m com esse equipamento”, conta Abdala.

Ronaldo Ertel, diretor da Locatec, diz que em obras de manutenção de fachadas os andaimes são indicados para alturas até 10 m. “Por exemplo, se o local de montagem tiver espaço restrito, o andaime não terá uma base larga nem poderá subir a alturas elevadas. Além disso, a mobilidade é limitada. Um andaime com 6 m de altura não poderá ser movimentado por questões de segurança. Nesses casos, as plataformas são mais indicadas”, diz.

PLATAFORMAS E BALANCINS

As plataformas de trabalho aéreo são indicadas para serviços rápidos, em pontos diferenciados, onde se exija mobilidade em locais onde é impossível montar um andaime, como instalação ou reparos em sistemas de iluminação, ar condicionado, instalações elétricas, pinturas, entre outros trabalhos. As plataformas de lança articulada alcançam até 20 m, as de lança telescópica chegam a 60 m, enquanto as plataformas modelo tesoura vão a até 14 m.

Em serviços de longa duração, no entanto, esses equipamentos são menos utilizados que os andaimes e balancins devido ao custo operacional. Além das despesas com combustível, manutenção e locação serem mais altos, a quantidade de pessoas na frente de trabalho é limitada, já que no cesto das plataformas só é possível embarcar uma ou duas pessoas.

“O balancim é um equipamento de fácil instalação nos edifícios e praticidade nas subidas e descidas”, explica Ronaldo. Esse equipamento é sustentado por cabos de aço e é amplamente utilizado nos serviços de lavagem, reparo de janelas de prédios, pinturas, entre outros.

DESAFIOS PARA ANCORAGEM

Segundo Ronaldo, em algumas situações há dificuldade para se ancorar um balancim, mas as técnicas de engenharia tornam essa operação possível. “Certa vez, participamos de uma obra num prédio onde não havia janela nem outro ponto evidente para a fixação, então utilizamos a parede platibanda para ancorar o equipamento. Não foi possível utilizar contrapeso porque a estrutura do prédio é antiga e poderia não suportar”, conta.

Na fachada de prédios tombados, onde não é permitido fazer perfurações para fixar andaimes, Hamilton Abdala, da Andmax, conta que a ancoragem pode ser feita em pontos no interior do prédio acessíveis pela janela, onde o andaime é travado com segurança. “No trabalho com andaimes multidirecionais, o travamento para a fixação pode ser pela patola da base no solo, dependendo da altura e da distância entre o andaime e o prédio”, diz.

SEGURANÇA

Ronaldo Ertel, da Locatec, conta que, infelizmente, o uso de balancins não exige treinamento e certificação obrigatória. “Isso representa um atraso, porque quando os operadores são especialistas o serviço será produtivo, sem prejuízo à segurança nem danos à estrutura do equipamento. Há muitas situações em que o sistema do balancim é bloqueado por falhas de operação, utilização de força desnecessária ou abertura da caixa de mecanismos do equipamento”, lamenta Ronaldo.

“Depois que a certificação passou a ser exigida para ascensoristas de elevador cremalheira, os acidentes foram reduzidos a quase zero”, compara.

ANDAIMES E PLATAFORMAS DE TRABALHO NA NR 18

– Para a montagem e desmontagem, os trabalhadores devem receber treinamento específico para o tipo de andaime em operação;
– O uso de cinto de segurança tipo paraquedista e com duplo talabarte é obrigatório. O equipamento deve ter ganchos de abertura mínima de 50 mm e dupla trava;
– Devem ser usadas ferramentas exclusivamente manuais, com amarração que impeça queda por acidente;
– Nos andaimes tubulares, o acesso é feito com segurança por escada incorporada à estrutura. Pode ser escada metálica, escada do tipo marinheiro, ou escada para uso coletivo;
– Os andaimes fachadeiros não podem receber cargas superiores às especificações do fabricante, devendo ser distribuídas de modo uniforme, sem obstruir a circulação das pessoas.

Fonte: Portal dos Equipamentos.

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