Empresários veem infraestrutura como setor com maior volume de investimentos em 2017, diz pesquisa da Deloitte

Empresários veem infraestrutura como setor com maior volume de investimentos em 2017, diz pesquisa da Deloitte

Entrevistados da área preveem crescimento de 5% em suas receitas e investimentos no ano que vem.

O setor de infraestrutura pode ser aquele a receber o maior volume de investimentos no ano que vem. É o que diz, ao menos, a pesquisa Agenda 2017, realizada pela Deloitte Auditoria e Consultoria Empresarial, com 746 organizações brasileiras. Os entrevistados, que podiam citar cinco segmentos econômicos que receberiam mais recursos em 2017, apontaram rodovias (38%), geração de energia elétrica (35%) e portos (33%).

O segmento de educação e formação técnica recebeu 30% das citações para potenciais alvos de investimentos no ano que vem, seguido por obras urbanas (29%); transmissão e distribuição de energia (26%); saúde e saneamento (26%); aeroportos (22%); habitação e moradia (21%); telecomunicações (21%); siderurgia e metalurgia (20%); exploração de petróleo e gás (19%); ferrovias (19%); segurança (18%); exploração de minerais (14%); e hidrovias (5%).

Ainda segundo os pesquisados, os três segmentos com maior impacto sobre os negócios das empresas neste ano e em 2017 serão rodovias, siderurgias e metalurgia e a exploração de petróleo e gás.

Para Othon Almeida, sócio-líder da área de Market Development da Deloitte, a percepção dos entrevistados pode ser resultado do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que prevê uma série de privatizações e concessões de ativos públicos. “Essa percepção das empresas é positiva, já que a área de infraestrutura é grande geradora de postos de trabalho e mobilizadora de vultosos recursos. Assim, podemos imaginar boas perspectivas e uma mudança importante de cenário em relação à geração de emprego e renda”, avalia.

Das empresas participantes da pesquisa, 14% pertencem ao setor de infraestrutura. A área também corresponde àquela mais otimista em relação ao ano que vem, já que estima um crescimento de receitas líquidas de 10%, e aumento de investimentos também na casa dos 10% para o ano que vem, de acordo com a mediana das opiniões apuradas.

Apesar de ter sido um dos mais afetados pela atual crise, com previsão de queda de 10% nas receitas líquidas, segundo a mediana das respostas concedidas, o setor da construção civil prevê uma reversão na tendência para 2017. Os pesquisados esperam alta de 5% para as suas receitas e para seus investimentos no ano que vem.

Fonte: Portal PINIweb

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