Ciclos das carregadeiras conciliam rapidez a consumo moderado

Ciclos das carregadeiras conciliam rapidez a consumo moderado

É possível obter ciclos de trabalho rápidos das pás carregadeiras, desde que considere fatores como dimensionamento correto da máquina em relação às características da aplicação, peso do material, altura de tombamento e distância até o caminhão. Com essas informações, basta conciliá-las com máquinas dotadas de tecnologias inteligentes como transmissões powershift ou hidrostática, sistemas hidráulicos sensíveis à carga, braço com boa força de desagregação e caçambas na medida exata do tipo de operação realizada.

Para especialistas no assunto, esses requisitos são ideais para a rapidez dos ciclos de produção, levando em conta um consumo moderado de combustível, sem apressar desgastes de peças nem paradas de manutenção. “Equipamentos devem ser utilizados na medida exata das características e metas de produção”, ressalta Mário Neves, especialista em máquinas compactas da Wacker Neuson Brasil.

Mário chama a atenção para questões decisivas ao optar por um modelo específico. É preciso considerar produção diária em metro cúbico, peso do material, ciclo de trabalho com distância a ser percorrida no local, jornada diária, entre outros aspectos.

CAÇAMBA DEVE SER DIMENSIONADA CONFORME O PESO

O uso da caçamba deve seguir as especificações de peso e tipo de material escavado. Isso impacta diretamente a qualidade da operação. “O custo-benefício do cliente é ditado inicialmente pela caçamba”, observa Mário.

Masashi Fujiyama, gerente de produto da Volvo Construction Equipment, prossegue: “Caçambas precisam ter perfis diferenciados, não adianta utilizar um modelo maior que o recomendado achando que aumentará a produção, porque isso significa excesso de carga, afeta na instabilidade do equipamento e demora para encher a caçamba”, diz Masashi, frisando que o sobrepeso exige força adicional dos componentes e acelera desgastes e paradas para manutenção.

De acordo com ele, cada aplicação requer configuração apropriada. Caçambas utilizadas no trabalho em areia possuem a base reta, paralela ao solo e comprida. As usadas em pedreiras devem ter a base mais curta e reforçada, características que dão mais força na ponta da lâmina e força de desagregação. As aplicadas em manuseio de brita são mais longas, com laterais altas e as caçambas empregadas em material leve, como bagaço de cana por exemplo, devem ter chapas finas e com maior volume.

Rafael Barbosa, especialista de marketing de produto da New Holland Construction para a América Latina, assinala: “As caçambas influenciam diretamente na rapidez e produtividade, quando o equipamento está devidamente mensurado”, diz.

TRANSMISSÃO E SISTEMA HIDRÁULICO: RAPIDEZ E CONSUMO REDUZIDO

O especialista da New Holland observa que carregadeiras precisam ser rápidas, tanto em deslocamento como no sistema hidráulico, para garantir mais ciclos de trabalho e produtividade. “Isso significa custo operacional reduzido e melhor capacidade de produção”, diz Rafael.

A transmissão powershift equipa as pás carregadeiras das marcas New Holland, Volvo e Case, possibilitando trocas automáticas de marcha sem que o operador tire as mãos do volante, o que agiliza o processo e reduz a fadiga. “O joystick possui a função avante/ ré, mudando o sentido do equipamento apenas com o toque de um botão”, informa Rafael. O gerente de produto da Volvo complementa: “Para a caçamba entrar no material é necessário engatar uma marcha de força reduzida, mas a transmissão powershift reduz automaticamente”, detalha Masashi.

Pablo Sales, especialista de marketing de produto de pá carregadeira da Case, observa que o manuseio do joystick das carregadeiras Case é intuitivo, de forma que o botão seja rápido e ergonômico para o operador. “Ele fica com a mão esquerda no volante e a direita nojoystick controlando a operação”, diz. “A boa combinação entre a transmissão powershift e o sistema hidráulico DeClucluth, que direciona toda a força do motor para o sistema hidráulico durante o carregamento, proporciona economia de combustível, redução no desgaste de freios e produtividade”. Essa combinação faz parte das carregadeiras Case e New Holland, segundo informam Pablo e Rafael.

O sistema hidráulico é fundamental nos ciclos de operações para garantir força de desagregação e agilizar processos de levante e abaixamento da caçamba. “As carregadeiras Volvo possuem trem de força balanceado, com transmissão, motor e eixo de fabricação própria. Além disso, a transmissão Volvo faz a leitura da rotação do motor e da saída do eixo da transmissão, o que dá melhor aproveitamento do torque do motor para mudança da marcha”, explica Masashi Fujiyama.

Esse sistema, de acordo com o gerente do produto da Volvo, registra na memória o ritmo de trabalho do operador e se adequa a ele para otimizar os ciclos. “Além disso, o sistema de braço TP tem força de desagregação para penetrar com eficiência no material que preenche facilmente a caçamba, mantendo-se mais próxima do equipamento”, diz Masashi, esclarecendo que isso torna a máquina mais estável e com menos esforço dos componentes, reduzindo o desgaste.

CICLO EFICIENTE, SEM ELEVADO CUSTO OPERACIONAL

As pás carregadeiras compactas da Wacker Neuson, com pesos entre 3.600 e 4.500 quilos, fazem manobras com segurança e rapidez em rampas por possuírem chassis rígidos, tração e direção nas quatro rodas, com estabilidade em terrenos inclinados. “Nessas máquinas, o centro de carga não se desloca em manobras, proporcionando economia de espaço e deslocamento. Isso permite, por exemplo, que se coloque materiais mais próximos de silos”, explica Mário Neves.

Em operações de abastecimento de silos, o uso de rampa como área de manobra pode representar mais de 1.000 quilômetros rodados a menos por ano. O espaço para manobras economizado pode passar a ser utilizado para estocagem de materiais e seu valor ser computado conforme o preço por metro quadrado na região.

Pablo Sales, da Case, considera o consumo do diesel fator preponderante para o custo operacional do equipamento. “O desafio é ter ciclos de trabalho rápidos, com desgaste proporcional e baixo consumo, conforme as especificações do trabalho. Por isso as carregadeiras hoje contam com esses sistemas pensados em boa produtividade com menor custo operacional. Não é somente o preço da máquina que é avaliado, mas também itens como consumo e preço de revenda”, observa.

Ele salienta que o desgaste também está relacionado à correção das operações. “A carregadeira é concebida para fazer paradas programadas de manutenção, com desgastes previstos conforme o tipo de operação e de uso”, explica Pablo. Por isso, se forem adotados procedimentos incorretos de operação, como excesso de carga, trabalho fora das especificações, caçambas inadequadas e falta de manutenção rotineira, a depreciação se acelera.

NO CICLO EM “V” ALGUMAS FASES SÃO MUITO IMPORTANTES:

Fonte: New Holland

– Nesta fase a transmissão é essencial para dar força à carregadeira e garantir que a caçamba entre no material corretamente. Com a caçamba no material, a transmissão é importante para forçar o equipamento na pilha de material e o sistema hidráulico para a desagregação.

– No próximo passo, a transmissão é bem exigida para a carregadeira fazer o retorno e depois seguir direto para o local de descarga. O sistema hidráulico também é importante para levantar rapidamente a caçamba cheia.

– Na terceira fase é feito o descarregamento do material. A altura de descarga é fator de peso, mas a parte hidráulica é determinante para a carregadeira se deslocar e movimentar, além de necessitar de uma transmissão rápida para a velocidade de retorno ao ciclo.

Fonte: Portal dos Equipamentos.

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