A locação de equipamentos manuais e compactos está sendo menos impactada pelas baixas do setor da construção.

Empresas acompanham tendência, com foco em aluguel para obras residenciais, micro e pequenas empresas

A locação de equipamentos manuais e compactos está sendo menos impactada pelas baixas do setor da construção. Ao contrário do segmento da linha amarela – segundo o diretor da Escad Rental, Eurimilson Daniel, cerca de 20% das locadoras já tinham encerrado as atividades até o final do ano passado e 30% estavam com dificuldade de continuar –, as empresas que locam equipamentos leves atravessam um cenário turbulento, mas sem graves traumas.

O diretor da Formeq Rental, Fernando Forjaz, prevê moderado crescimento do mercado em 2016. “Será um período de eleições e isso sempre impacta positivamente. As obras precisam ser entregues em prazos mais curtos e construtoras demandam mais equipamentos por conta disso”, diz.
Forjaz revela que a Formeq está empenhada no crescimento do mercado. “Abrimos uma loja no bairro Morumbi, em São Paulo, para atender obras residenciais. Ferramentas elétricas agora também podem ser entregues via motoboy para agilizar a logística e com isso, há ganhos e resultados expressivos”, informa ele, e acrescenta: “A tendência do autosserviço é hoje uma realidade. Muitas pessoas aproveitam os finais de semana para executar pequenos reparos e podem alugar equipamentos e ferramentas”.

Essa estratégia tem sido a alma do negócio para a Casa do Construtor desempenhar bem durante a crise. A rede possui 235 lojas franquiadas por todo o território brasileiro e computou 5% de crescimento no ano passado, com previsão de um salto entre 8% a 10% em 2016, conseguindo se blindar contra os efeitos negativos. “Seguimos vários critérios de governança corporativa que nos fazem pensar estrategicamente, para o melhor desempenho da rede”, explica o sócio fundador da Casa do Construtor, Altino Cristofoletti Junior.

LOCAÇÃO PARA O VAREJO E OBRAS RESIDENCIAIS
A empresa aluga equipamentos manuais e ferramentas para engenheiros, mestres de obra, pedreiros, entre outros profissionais que não dependem do trabalho em grandes obras de infraestrutura, encontrando um segmento que constantemente depende de equipamentos.
A construção civil perdeu quase 417 mil vagas de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empresados e Desempregados (Caged). Esses profissionais começarão a oferecer serviços de maneira informal para reformas residenciais, podendo recorrer ao aluguem do que necessitarem.

“Fizemos uma escolha estratégica dos produtos disponíveis em nosso portfólio, mas ela não foi o fator determinante para estarmos resistentes à crise. A empresa é saudável financeiramente, sem dívidas, e atualmente, isso é fundamental porque quem está endividado se preocupa não apenas em manter a empresa funcionando, mas principalmente em pagar o que deve”, alerta Altino.
Eurimilson Daniel, da Escad Rental, aconselha que a saída para locadores endividados é renegociar com os bancos. “Quem está nessa situação e sem receita para pagar os financiamentos precisa renegociar antes de ficarem inadimplentes e as taxas subirem ainda mais”, orienta Daniel.

ALUGAR PARA USO DOMÉSTICO NEM SEMPRE É O CAMINHO
Contrário a essa tendência de alugar equipamentos para uso doméstico, Durval Cunha Gasparetti, diretor da Rental Servy, continua mantendo o foco do aluguel para pessoa jurídica, especificamente para empresas de porte médio e pequeno. Pelo perfil dos equipamentos que aluga – furadeiras, rompedores, compactadores de solo tipo “sapo”, placas vibratórias, entre outros – é preciso muito cuidado para serem instalados e ligados, alguns com alto valor agregado.

“Existem outros fatores que podem complicar a nossa rotina. Por exemplo, se um pedreiro precisar de duas torres de seis metros de andaime, nós temos compromisso de entregar no período seguinte à solicitação. Mas quando acaba o contrato e vamos retirar no local, muitas vezes não há comprometimento de horário por parte do cliente. Isso tumultua muito nosso trabalho”, explica.
Durval diz que a locação de equipamentos compactos não teve queda brusca. Ocorreram decréscimos de pedidos ao longo do ano passado, com oscilações bem maiores às de costume. De 2014 para 2015 o faturamento deu uma caída, mas de 2015 para 2016 a queda foi maior.
“A baixa nos preços de locação e a exigência por serviços cada vez melhores comprometeram a rentabilidade da nossa empresa, porque não pudemos recuar em qualidade, pelo contrário, investimos mais”, conjectura.

MOMENTO EXIGE ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS
A estratégia adotada na Rental Servy para esse ano é fazer um trabalho de aproximação com clientes, por meio de preços competitivos aliados a equipamentos de boa qualidade. “Equipamentos de locação exigem foco permanente em manutenção, com peças e serviços de boa procedência”, destaca Durval.
Fernando Forjaz explica que a Formeq Rental é versátil e se adapta bem às mudanças do mercado. “Procuramos administrar bem nossos custos para sermos mais competitivos. Além disso, no período das chuvas alugamos motobombas submersíveis para prevenção de inundações e motobombas a diesel para o bombeamento de aguas pluviais. Por ser um período sazonal nessa época do ano, a carga de trabalho aumenta intensamente”, explica.

Fonte: Portal dos Equipamentos

COLABORARAM PARA ESTA MATÉRIA
Altino Cristofoletti Junior – Sócio fundador da Casa do Construtor
Durval Cunha Gasparetti – Diretor da Rental Servy
Eurimilson Daniel – Diretor da Escad Rental
Fernando Forjaz – Diretor da Formeq Rental

1 Comment

  • Bom artigo.

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